Wikileaks - Marco do início da era da informação
Até agora a era da informação não passava de um pirralho, agora está adolescendo, agora está iniciando para valer.
Estou com uma forte impressão que o Wikileaks é o primeiro canal público de vazamento de informação da nova era da informação e eles serão muitos. Isto vai revirar o mundo que conhecemos, muito mais do foi revirado na década de 70 com a geração paz e amor. Se prestarmos a atenção para a evolução dos fatos, vamos entender que o site Wikileaks não é um fato isolado ou coisa de um louco irresponsável como o "stabilishment" das nações do primeiro mundo querem nos convencer.
Na verdade está acontecendo uma revolução dentro desta era da informação e este site está fazendo uma purga nas atitudes cínicas das relações entre as nações. A bola da vez é o EUA, e outras podem seguir seus passos neste calvário diplomático, criado pelos próprios EUA voluntariamente, não foi forçado a nada. Apenas, expostas as suas entranhas.
Fato fundamental: O Wikileaks não fez qualquer análise de valor, se quer comentou cada documento, cada atitude, ou cada ordem escrita pelo governo americano para o governo americano. O cerne do problema é que esta nação muito armada está acostumada a constranger outras nações.
Mas não tem o espírito crítico para suportar beber do seu próprio veneno, criado por si para si. Ainda mais, encostada na parede por um grupo de pessoas que clamam pela liberdade de imprensa levada até as últimas conseqüências, publicamente.
Para um governo, inclusive os anteriores, que sempre manteve um discurso pela liberdade, fundamento de sua nação, quando confrontado com o Wikileaks, demonstra a falsidade de seu discurso e de seus princípios? O que estamos vendo é um "stabilishment" perdido diante do impensável, diante do imprevisível, sem saber o que fazer, ou como tratar esta questão levantada pelo Wikileaks.
Por falta de uma liderança pessoal e forte, que assuma a responsabilidade de conduzir esta questão nacional, todos ficam atirando para todos os lados, pedindo para matar quem trouxe a notícia.
Se pensarem mais um pouco verão, que devem dar a cara a tapa, pedir perdão sincero a todos os envolvidos, inclusive quem vazou os documentos, e começar do início com honestidade, agradecendo a oportunidade para se limpar, concedida por este site e sua equipe. Para tanto, falta um estadista, um Kennedy, um Abraham Limcoln, que disse:
"Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente."
Os vazamentos estão apenas começando, isto será uma prática muito saudável, dentro em breve, e lutar contra ela deve ficar o serviço dos maus, dos enganadores, dos usurpadores, dos criminosos, dos ditadores, dos ladrões de dinheiro públicos, exportadores de revoluções baratas.
Nações com princípios devem apoiar ações deste tipo implementadas pelo Wikileaks no menor tempo possível. Meu conselho às boas nações: Apoiem a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, mesmo que doa um pouco, porque ela garantirá a liberdade política, tornará perene a liberdade individual, cerne de todas as boas Constituições.
Marcadores: era da informação, liberdade de expressão, liberdade de imprensa

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