20 janeiro 2006

Pausa para lazer - A Ira da Águia

Aos amigos, sugiro a leitura do livro "A Ira da Águia" de Humberto Loureiro, editado pela Literalis. O tema: "Em futuro iminente, os povos lutarão não mais por petróleo, mas pela água doce do planeta".

O autor consegue criar uma trama com espionagem, investigação policial, assassinatos, ação política e até uma batalha naval, envolvendo uma esquadra americana e navios brasileiros na foz do rio amazonas, e se estende desde o acidente de 1997 na refinaria Duque de Caxias no Rio, até um futuro próximo. A leitura é intensa, e eu lí o livro todo, em dois fôlegos.
Recomendo a leitura tanto pela qualidade do texto quanto pelas posições políticas abordadas.

Editora Literalis. (51)33920279 editora@literalis.com.br
No Rio, pode ser encontrado na Livraria DaConde (21)22740359.
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18 Comentários:

Blogger Santa said...

Boa dica!!! Obrigada.

20 janeiro, 2006 23:58  
Blogger Nat said...

Sugestão anotada, Camarada!

Grande abraço!

21 janeiro, 2006 18:33  
Blogger Camarada Arcanjo said...

Meninas se não fosse interesante não recomendaria. :)

21 janeiro, 2006 22:56  
Anonymous Nariz Gelado said...

Você me deixou curiosa.
Bom domingo!

22 janeiro, 2006 12:13  
Anonymous Vera said...

Bom dia: é fato que o planeta vai ficar sem água. Boa recomendação, e despertou curiosidade em mim também. Bom domingo, bjs

22 janeiro, 2006 12:38  
Anonymous Sérpico said...

E os governos, estadual e federal, não tomam conhecimento do problema.

22 janeiro, 2006 17:23  
Blogger Camarada Arcanjo said...

Sérpico,
Os governos estão preocupados em eleger os que governam.
Governar é um termo condicional a situação nas próximas eleições.
Síntese: Não existe governo, existem apenas avaliações de oportunidades, financiadas pelo dinheiro público.
Não! Governo? Isso inexiste faz tempo.
Vamos aguardar que apareça um político, que encare com seriedade a coisa pública.. Como deve ser, afinal!!

22 janeiro, 2006 21:28  
Blogger Saramar said...

Obrigada, Arcanjo.
Quanto à preocupação do governo com o assunto, está provada no orçamento federal. Uma miséria destinada à área e quase nada executado.

Beijo

23 janeiro, 2006 10:48  
Anonymous Sérpico said...

EXCELENTE, EXCELENTE E POUCO.

23 janeiro, 2006 17:33  
Blogger Santa said...

Arcanjo encontrei pelo preço de 49,00 reais.Lembrei daquela máxima "o livro é caro porque o universo de leitores é pequeno, e esse universo é pequeno porque o livro é caro .."

Bjs

24 janeiro, 2006 10:32  
Blogger Santa said...

Ah! Esqueci de agradecer o "meninas"!!
Bjs

24 janeiro, 2006 11:57  
Blogger Soube said...

- Soube?
- Do quê?
- Mais um programa de transferência de renda.
- Como assim!?
- O governo brasileiro aceitou reduzir o lucro ...
- É!
- ... da Petrobrás, para permanecer na Bolívia.
- Huumm, por que só pra eles, e pra nós não!
- Vamos lançar uma campanha!
- Qual?
- FORA PETROBRÁS!!!
- Boa idéia!
- É!

24 janeiro, 2006 17:55  
Blogger Serjão said...

Valeu a dica.Mas não é recem lançado, é?

24 janeiro, 2006 19:40  
Blogger Camarada Arcanjo said...

Serjão,
O livro é lançamento muito recente. O autor faz o lançamento no Rio e estará hoje às 19h na Livraria DaConde (na Gávea/Leblon). Acho que vou.

Santa,
É verdade livro é caro, aqui.
Os impostos, que incidem sobre a cadeia de produção e comercialização de livros, no Brasil, são absurdamente altos. Além disso, todos os impostos, que incidem sobre produtos de primeira necessidade são extorsivos:
arroz, feijão, óleo comestível, carne, leite e derivados, livros, computador com conexão à internet...

O governo brasileiro não cobra impostos simplesmente, na verdade, é um extorsionário, quando embute o valor dos impostos (impostos sobre impostos) no valor das mercadorias, tenta não deixar marcas do seu crime praticado. O povão nem desconfia...

Os impostos deveriam ser cobrados, separadamente, no ato da compra. Único imposto, sobre o consumo. Se esta prática estivesse funcionando o favelado saberia que paga 40% do arroz que consome ao governo para o Marcos Valério dar cabo dele, expatriando o dinheiro e achando graça.

25 janeiro, 2006 14:19  
Blogger Camarada Arcanjo said...

Desculpe-me continuar, mas ..
Do modo de arrecadação que descrevi, resultaria no aumento do desenvolvimento e o governo preocupado em aumentar a arrecadação estimularia o consumo, por conseguinte, o fomento a produção industrial, ao comércio e ao crédito, além disso o fomento à educação, porque, o indivíduo educado consome mais e melhor.

Desgraçadamente temos a nossa disposição apenas políticos míopes (sentido figurado, é claro!). :)

25 janeiro, 2006 14:33  
Anonymous Aluizio Amorim said...

Camarada Arcanjo:

Não li o livro e também não me recordo de ter lido nenhuma resenha. É muita informação por tudo que é canto e a gente acaba não tendo nenhuma condição de acompanhar tudo. Portanto, dicas de livros são sempre bem-vindas. A única coisa que me deixa com um pé atrás é o título que se refere aos EUA e também essa tal batalha entre as Marinhas brasileira e norte-americana, que suponho, tenha por mote a disputa pela água. Espero que o livro não seja inspirado por alguma teoria conspiratória que coloca os EUA sempre como vilão da história. Ademais, uma batalha entre as duas forças seria uma luta inglória para o Bananão, que conta apenas com algumas canoas velhas. Nossas Forças Armadas estão esfaceladas e seu equipamento é velho e obsoleto. Mas louvo-me na sua indicação naquilo que é respeitante à qualidade da obra.
Cordial abraço
Aluízio Amorim
http://oquepensaaluizio.zip.net

P.S.: Tenho novos posts lá no meu bloguinho. Inclusive um que denuncia a pilhagem da Petrobras por parte do governo cocaleiro de Evo Morales. Lá vão estatizar duas refinarias brasileiras, enquanto o mundo desenvolvido privatiza. Estamos dando marcha a ré na América Latina.

26 janeiro, 2006 23:45  
Blogger Camarada Arcanjo said...

Caro Aluízio,
Seu blog não é bloguinho é blogasso. :)
Comentei lá a sua mensagem sobre as refinarias da petrobrás na Bolívia.

Quanto ao livro que sugeri é uma ficção, que trata não de teoria conspiratória, mas de divergências de interesses nacionais entre as nações, suas retóricas adotadas, e coerência ou dicotomia entre a retórica e a ação de cada uma. Mas se o tema não lhe inspira, melhor não ler.

Quanto ao "Bananão" a que você e outros, se referem com aparente desdém, eu apenas lamento a situação política, econômica e cultural do Brasil, porque esta é a minha pátria, gosto muito dela e lutarei por ela, discutindo política.
;)

29 janeiro, 2006 05:10  
Anonymous Aluizio Amorim said...

Serjão,

não dá tempo da gente comentar em todos os blogs, de ver as respostas, etc... Mas agora estou aqui e agradeço pela sua atenção. Em parte, vc tem razão naquilo em que se relaciona a valorizar a terra onde a gente nasceu. Tenho no entanto refletido muito sobre isso e procurado as razões e as variáveis que determinam o viés cultural do Brasil. O que afinal, informa a visão de mundo do brasileiro? Há um livro que ajuda a compreender porque somos o que somos: "Raízes do Brasil", de Sérgio Buarque de Hollanda. A análise que ele desenvolve é taxada pelos marxistas de plantão, como culturalista. Se vc ainda não leu, vale a pena. De minha parte, vejo o futuro do Brasil de forma pessimista. O País crescerá, surgirão ilhas de prosperidade, circundadas sempre por áreas muito atrasadas. A Índia é um exemplo. Uma sociedade milenar que se desenvolve muito, mas jamais irá ter um padrão de vida dos países desenvolvidos. Creio que o aspecto cultural, como bom weberiano que sou, joga um papel fundamental na ação social e seus desdobramentos.
Era isto. Mas vamos continuar lutando, claro. Afinal, um fio de utopia ainda nos anima. Vamos lá então.
Grande abraço e mais uma vez obrigado pela sua boa atenção.
Aluízio Amorim
http://oquepensaaluizio.zip.net

31 janeiro, 2006 00:35  

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